Professores da FEA-RP/USP recebem nesta quarta-feira medalha conquistada na II Olimpíada USP de Inovação
Modelo de Informações Ambientais, que pode ser utilizado por qualquer instituição, é exemplo de pesquisa acadêmica que retorna como tecnologia para ser aplicada pela sociedade
Nesta quarta-feira (14/12), às 14h30, na Sala da Congregação da FEA-RP/USP, os professores Maisa de Souza Ribeiro, Silvio Hiroshi Nakao e Amaury J. Rezende recebem das mãos do Diretor de Transferência de Tecnologia da USP, Alexandre Venturini Lima, a medalha de bronze na categoria "Tecnologias Sociais Aplicadas e Humanas" da II Olimpíada USP de Inovação, pelo projeto "Modelo de Informações Ambientais".
Desenvolvido pelo Laboratório e Estudos Socioambientais do Departamento de Contabilidade da FEA-RP/USP, o modelo concorreu com 641 projetos de diversas unidades. Uma de suas vantagens é poder ser aplicado a qualquer tipo de instituição, seja uma empresa, uma ONG, ou um órgão governamental. Seu objetivo é possibilitar a demonstração de informações de caráter ambiental, tanto econômicas quanto físicas, e que podem ser utilizadas pelos próprios gestores da empresa, como também para divulgação externa.
A principal inovação, entretanto, é o fato de incorporar as questões ambientais inseridas na própria operação da empresa. Os ativos ou passivos ambientais, por exemplo, não são informados como complementos à operação, mas como parte das atividades. "Cada vez mais as empresas estão incorporando as questões ambientais em suas operações. Em vista disso, foram criadas para este modelo novas definições que consideram a operação da empresa", explica o Prof. Dr. Silvio Hiroshi Nakao.
O novo modelo inclui fluxo de caixa ambiental, além dos benefícios e impactos ambientais trazidos pela empresa em termos monetários e físicos em um determinado período, por exemplo, a quantidade de gás carbônico capturado ou emitido. O modelo identifica, ainda, obrigações de investimento ambiental futuro em função de exigências do poder público, por exemplo. A ideia é realizar a demonstração dos benefícios, mas também dos impactos que a empresa traz para o meio ambiente sem qualquer viés, para que a empresa tenha conhecimento e ferramentas para remediar e evitar impactos futuros e também possa ser mais transparente com a sociedade.
"Uma premiação como está é importante para mostrar que dentro da área de ciências sociais aplicadas temos condições de fazer tecnologia. E temos essa obrigação", lembra Nakao. "Afinal, o desenvolvimento de novas tecnologias é uma contribuição de mais curto prazo do que a pesquisa cientifica e tem impacto direto na sociedade", completa ele.